Cada Estado africano pede emprestado vendendo bilhetes do Tesouro. O preço que paga, a taxa de juro, é fixado em leilão, e varia enormemente de país para país.
Bilhetes a um ano em África
Último leilão a um ano (364 dias) em cada mercado, segundo o índice Afronomics de 5 de outubro de 2026:
| País | Bilhete a um ano | Taxa do banco central |
|---|---|---|
| Egito | 25,67% | 19,00% (taxa de depósito overnight) |
| Malawi | 16,00% | 24,00% |
| Nigéria | 15,89% | ainda não recolhida |
| Moçambique | 12,09% | 9,25% (taxa MIMO) |
| Uganda | 11,00% (3 set.) | ainda não recolhida |
| Zâmbia | 10,00% | 10,75% |
| Gana | 9,83% | 14,00% |
| Quénia | 9,04% | 8,75% |
| África do Sul | 7,50% | 7,25% |
| Tanzânia | 6,29% | 6,25% |
O que fixa o preço do dinheiro
- A taxa do banco central, o piso sobre o qual as outras taxas se constroem.
- A inflação: quem empresta quer ganhar mais do que a subida dos preços.
- A moeda: se pode desvalorizar, quem empresta pede mais.
- A confiança e a necessidade: um Estado que pede muito, ou que já teve dificuldades em pagar, paga um prémio.
O que isto significa para si
Uma taxa alta não é necessariamente um bom negócio. EXEMPLO: um bilhete a 25% com preços a subir 20% deixa-o cerca de 4,2% mais rico; um bilhete a 6% com preços a subir 3%, cerca de 2,9%. As taxas anunciadas diferem 19 pontos; o que pode comprar, cerca de um.
Acompanhe cada resultado no monitor de bilhetes do Tesouro.